2006/11/18

J

És simplesmente a J., é a ti que me dirijo, sabendo que talvez não venhas a ler isto nos próximos tempos, porque calculo que não venhas cá com muita frequência...

És simplesmente a J. e é nesse "simplesmente" que me diluo em complexidade de sentimentos e pensamentos... não posso "simplificar" a pessoa mais importante da minha vida, a pessoa que me acompanha e que eu acompanho e acompanharei, mesmo que cegasse, confiando plenamente nas tuas indicações, porque acredito em ti, creio na pessoa absoluta e bonita que és, independentemente do que sinto por ti, sei que és íntegra, uma pessoa completa e inteira, de sorriso lindo e olhar perspicaz que sempre me fez sentir "em casa".

Conheci-te no local mais improvável do mundo, mas foi uma causa que uniu os nossos destinos, tão diferentes que eles eram. Foi e é uma causa importante mas, aos poucos, começámos a existir para além dela, num processo lento e demorado, num processo sem pressas mas que fluiu no seu curso sem expectativas, sem sequer existir mais nada. Como as flores que brotam nas veredas mais escarpadas das montanhas, também foi crescendo qualquer coisa que se tornou nisto: um casamento, uma partilha imensa, uma vivência plena e cheia.

Sei que não preciso de te dizer aquilo que sinto por ti, porque tu o sabes, porque o silêncio, contigo, consegue ser rico e dialogante, situação que tenho tentado acompanhar, com as minhas dificuldades naturais, de quem que te quer sentir. Tenho aprendido a sentir-te por entre o silêncio e por entre o teu olhar.

Hoje sei que há muitas coisas que nos separam... mas também sei que aquelas que nos unem são bem mais pesadas e fortes nesta balança da vida. O que nos separa nem sempre é fácil de superar mas, apesar destes feitios fortes e orgulhosos que temos, não preciso de te dizer nada para que sintas esta imensidão, este mar de sentimentos que contenho em mim e que só existem pela tua existência. Sem ti o meu mundo seria mais pobre e sei que preciso de ti para que o meu mundo seja mais estruturado, mais adulto, mais maduro.

Se o destino existe ou não, não sei, mas tenho a consciência plena daquilo que ele nos preparou, o porquê de estarmos aqui. Agora basta-nos ajustar esse meio-termo.

És simplesmente a J., a pessoa que eu quero, o meu princípio, meio e fim. Tu!

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