2005/02/17

CIDADANIA II

Prosseguindo o tema – que me é muito caro, confesso – aquilo que pretendi transmitir, essencialmente, é que o Estado não são os outros, o Estado somos nós. A instituição é o povo.

Demitirmo-nos de votar é passarmos um cheque em branco, é recusarmos a participação. Mas, no meu ponto de vista, a participação não é, nem pode ser, o simples acto de ir às urnas.

Eu posso fazer parte de uma Assembleia de Freguesia, posso candidatar-me a qualquer cargo governativo ou, noutro prisma, posso fazer parte de um movimento de cidadãos que luta em defesa das mais diversas causas. O voluntariado, por exemplo, é um acto nobre que poucos adeptos tem e que tanta falta fazem.

Acho as associações como peças essenciais ao desenvolvimento social e cívico de uma sociedade. Teorizando acho que estas são o acto mais puro de participação e de cidadania, sendo uma resposta, por parte das populações para uma qualquer lacuna que algum órgão governativo não conseguiu suprir. E quando falo em associações não falo apenas e só naquelas que têm amplitude e divulgação nacional, mas sim das centenas de milhares que existem por esse Portugal fora, com o seu estatuto de recreativas, sociais ou desportivas, mas que, através da pura carolice conseguem criar actividades para os jovens, para os idosos, para a população da sua terra.

Este é o retrato do Portugal mais profundo, aquele onde o discurso político de TV nem sempre é lógico, pois a realidade é tão distante dos centros urbanos…

A mim choca-me a inércia, o “deixa andar” tipicamente português que todos criticamos e que acabamos por praticar. Eu acredito que cada um de nós pode marcar a diferença, porque cada um pode contribuir um pouco, entre todos não custa tanto.

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